segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cia ETC

A Cia.Etc. É uma companhia de dança que busca entender a lógica de técnicas contemporâneas de, que focam nos ossos e nas articulações como constituintes básicos e geradores do movimento. O que gerou uma frase que servia de metáfora, durante o processo: dançar com os ossos!
 
Para isso, o foco esteve na análise dos exercícios aplicados a estas aulas e no aprofundamento do conhecimento sobre o movimento humano, “corpo anatômico” e o “corpo segundo a filosofia”, tendo aulas de anatomia e filosofia, em paralelo aos experimentos práticos, resultando num processo reflexivo sobre a ação criadora, seja ela cênica ou pedagógica, para também estabelecer e consolidar o entendimento de metodologias de pesquisa em dança.
 
Os fatores que determinaram a escolha do tema surgiram da pergunta: “Este dançar com os ossos interfere na qualidade do movimento e/ou processo criativo do bailarino? Como?”, e, a partir daí ir fazendo as co-relações com as experiências profissionais de cada um, como a de José W Júnior na Cia. Marianne Isson (França), Marcelo Sena, Júnior, Saulo Uchôa e Pedro Buarque no processo de montagem de Corpo-Massa: Pele e Ossos (espetáculo já fruto da pesquisa inicial), e também as aulas trazidas por Kiran.
 
A arte,  cinesiologia, dança, educação, educação física, educação somática, epistemologia (metodologia de pesquisa), filosofia, fisiologia e pedagogia se misturam nessa que é uma companhia de dança única e pioneira por misturar de tudo um pouco.

Em 2010 a Cia Etc completa 10 anos e como parte das comemorações, haverá no dia 29 de junho o lançamento da coletânea da companhia, com livro e DVDs dos espetáculos, na livraria Cultura de Recife. O Projeto 10 anos da companhia já foi premiado com o Prêmio Klauss Vianna. Em Agosto o Projeto chegará em Aracaju.

Movimento por políticas públicas para a Dança em Pernambuco




As artes cênicas têm ganho espaço e voz no cenário pernambucano. A partir de uma maior interação com a política, grupos artísticos estão articulando maiores aberturas e atuações de seus trabalhos. A dança é um dos setores que tem apresentado grande crescimento e reconhecimento no estado por meio de articulações entre movimentos políticos no território nacional e estadual.

Fundado em 29 de abril de 2004, o Movimento Dança Recife foi criado com o intuito de ser um canal para o dialogo do cenário artístico pernambucano. O movimento é uma articulação civil, de organização coletiva e apartidária, que propõe a integração entre artistas e grupos de todos os segmentos da dança para discussão de políticas públicas para a classe.

Os encontros são realizados a partir de assembléias e reuniões abertas a todos, sendo ou não membro do Movimento. As propostas debatidas e aprovadas nesses encontros são levadas para todos os eventos e espaços políticos de discussão em que o Movimento Dança Recife se faz presente por meio de seus associados.

O movimento tem garantido várias conquistas no estado, e no cenário nacional, a dança hoje possui um espaço e apoio antes nunca visto pelos profissionais pernambucanos. Além de uma maior variedade de espaços e programação para a platéia pernambucana.

Com o compromisso da inclusão de todos que atuam no setor, o Dança Recife visa atuar como gestores, sendo a ligação entre a dança e o governo. Os encontros são realizados no auditório do Centro Cultural dos Correios, no Bairro do Recife, sempre as quartas-feiras, das 15h às 17h.

Esta quarta(09), a assembléia geral discutirá propostas de trabalho do Movimento Dança Recife, e do documento de posicionamento referente à Política Pública implementada pele a Funadarpe. A preparatória para a eleição dos novos membros da Comissão Setorial de Dança da FUNDARPE, e as resoluções do último encontro realizado pelo Colegiado Setorial de Dança (Funarte/MinC) , nos dias 26 e 27 de maio.


Movimento Dança Recife
Auditório do Centro Cutural Correios / Bairro do Recife
Quarta-feira, das 15h às 17h.
www.movimentodancarecife.blogspot.com

Um pouco de Balé Clássico

Um pouco sobre o FREVO!


O frevo apareceu no carnaval de Pernambuco entre os anos de 1910 e 1911. Frevo quer dizer ferver, uma vez que o estilo da dança faz parecer que abaixo dos pés da pessoa existe uma superficie com água fervendo.

Em ritmo de uma marchinha bem acelerada, os passos do frevo são bem complicados, pois esta dança inclui gingados, malabarismos, rodopios passinhos miúdos e muitos outros passos.

Os dançarinos de frevo encantam pela sua técnica e improvisação e pra completar a beleza a dança, eles usam uma sombrinha colorida e aberta enquanto dançam.

Vem Dançar!




Vem Dançar é um filme baseado na vida de Pierre Dulaine, que é interpretado por Antônio Banderas. O filme conta a historia de um professor de dança experiente que após presenciar uma ato de vandalismo de um aluno de uma escola publica, decide entrar como professor voluntário da turma de detenção e tentar ajuda-los de alguma maneira, já que a própria escola os rejeita e não acredita neles. Através da disciplina de dança ele ensina aos alunos valores universais.
O professor apresenta aos alunos valsa, valsa vienense, rumba, salsa, merengue, foxtrote, tango e dança de salão, um universo bem distante da realidade deles, causando grande desconforto entre eles. Aos poucos as barreiras vão sendo quebradas e os alunos vão se envolvendo cada vez mais com a dança, a ponto de gastarem seu tempo livre praticando os passos .
O amor que todos conquistam pela dança é o grande trunfo do filme juntamente com os personagens carismáticos.
É um filme que vale a pena ser assistido e que mostra como a dança pode ajudar a mudar as pessoas, ou ate mesmo fazer com que elas se conheçam melhor.

Clássico ou Contemporâneo?

Por diversas vezes pessoas já se questionaram sobre a diferença entre o ballet clássico e o ballet contemporâneo - ou moderno. E, na maioria das vezes, as pessoas ainda ficam confusas. Pois bem, afinal, qual é a diferença entre esses dois estilos?

A primeira explicação que se ouve das pessoas é a seguinte: ballet clássico usa sapatilha de ponta e o ballet moderno não. Talvez não seja a definição correta. Mas a diferença não reside só nesse fato. Muitos grupos de ballet moderno dançam na ponta, não é comum, mas acontece.

O ballet clássico visa a postura e a leveza dos bailarinos. A leveza é tão importante que para isso foi criada a sapatilha de ponta, que dá à bailarina um ar superior, angelical, dando a impressão de que esta voando, no céu. A incorporação de uma seqüência de complicados passos, giros e movimentos afim de que se consiga um conjunto perfeito e impressionante. Perfeição é a palavra que mais se identifica com esse estilo. Para tanto os joelhos esticados, as costas retas, as pontas impecáveis e as posições perfeitas são partes fundamentais na composição de um bailarino.

Vindo na direção oposta, surge o ballet contemporâneo, que tenta quebrar em alguns pontos as exigências impostas pelo ballet clássico. Enquanto o ballet clássico prezava pelo movimento perfeito, o ballet contemporâneo liberta de toda essa rigidez o bailarino. Não são mais necessários os joelhos sempre esticados, as pontas perfeitas ou o uso de sapatilha de ponta. Além de que o chão, aqui, passa a ser utilizado como parte da dança, como obejto cênico.

Não que o ballet contemporâneo seja totalmente diferente do ballet clássico porque ele não é. O ballet contemporâneo ainda usa algumas bases e movimentos clássicos, contudo, o bailarino contemporâneo é libertado das técnicas clássicas super exigentes. A grande diferença entre os dois, no final das contas, está no fato de o ballet clássico visar a perfeitção dos movimentos da técnica clássica, enquanto o moderno dá ênfase aos mais diversos movimentos corporais que se ligarão aos movimentos básicos sem a exigência clássica.

Explicado? Vamos dançar, então.

Dança e mamadeira





No Brasil, as escolas tendem a ser muito teóricas e acabam deixando em segundo plano as artes. As crianças são estimuladas a tratar dança e todos outros esportes como mera atividade extra-curricular, duas horas por semana, pouco importante. No entanto, cada vez mais, o mundo olha a Dança e afins omo tarefas fundamentais na vida de uma criança saudável.

A dança, em suas peculiaridades, é capaz de introduzir na vida das crianças (especialmente nelas) o hábito da concentração e da disciplina. Seguir à risca os passos ensinado pelo professor enaltece o poder da atenção. Além de tudo, dançar é um jogo de critatividade. São estes três elementos, criatividade, concentração e discplina, que a dança, como nenhum outro, tem o poder de auxiliar à criança. As escolas, hoje em dia, começam desde da fase pré a orientar os estudantes a dançarem, principalmente, em cima de um palco. Nele, a autoestima e todos os outros elemento configuram em uma linda perfomance.

O Don Quixote de Moscou

O Balé Imperial Russo trouxe seu talento a Recife nos dias 29, com o tema Don Quixote, e 30 de maio, apresentando Romeu e Julieta. Aplaudidos de pé, a esquipe de 36 dançarinos prendeu a atenção do público durante toda a performance.
No dia do irreverente Don Quixote, além dos passos leves e sincronizados, o figurino e o cenário também roubaram a cena. O ensaio é uma reprodução da exibição homônima de 1969, na Rússia. O que houve de mais curioso nessa versão atual foi o toque satírico e divertido que conferiram à peça uma aparência mais leve e menos melancólica que a original. Outro ponto surpresa foi a inserção das danças visivelmente Flamenca e Cigana nos intervalos do clássico Balé Russo.
Os vídeos de Don Quixote que rondam a internet mostram personagens menos ousados e coadjuvantes mais fracos dos que Recife conheceu. Quem viu, com certeza saiu com a impressão de que cada um dos que subiu ao palco tinha uma história trabalhada e muito tempo de ensaio minucioso. Enquanto os protagonistas encenam, o elenco flerta, brinca, briga e dança individualmente. Ritmo é, de fato, foi a melhor qualidade da noite. O Balé da Rússia pouco tem de verdadeiro clássico. Já de Imperial, tem das sapatilhas aos coques presos no alto de cabelo.


Meninos e Homens



Confira o video-dança Meninos e Homens, da Cia Ballet Baião.
A coreografia de Gerson Moreno retrata a inquietação e insastifação do homem no advento do ser, interpretados pelo coreógrafo e Cacheado Braga em 2007.



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domingo, 6 de junho de 2010

No país do futebol, homens também dançam



Caio Moreira, 20 anos, resolveu que seria uma boa ideia aprender a dançar balé. Na família, a notícia se espalhou rápido, e todos esperavam que a primeira festa chegasse, para que pudessem fazer perguntas e colocações desconfortáveis. É assim que muitos meninos e rapazes são tratados por familiares e amigos, quando decidem trocar as chuteiras por sapatilhas. Talvez pela exigência de uma certa sensibilidade, ou pela malha colada no corpo, o preconceito contra os homens que entram nessa arte é grande e, de certa forma, ignorante. Não só com o balé, mas também na dança de salão e em outros tipos de dança, homens são considerados "afeminados" apenas por terem o prazer de dançar.
Apesar disso, o preconceito contra dançarinos nem sempre existiu. Há cerca de 500 anos atrás, no início da história do balé, o corpo de dança era formado por homens, que interpretavam papéis femininos e masculinos, não havendo, assim, a necessidade por bailarinas. Elas só entraram na arte quando, em 1832, o balé "La Sylphide", na ideia de deixar a dança mais romântica, colocou uma mulher em primeiro plano. Depois disso, o papel masculino só voltou a ter destaque graças a alguns nomes famosos, como Vaslav Nijinski e Maurice Béjart, no século 20.
Dançarino e professor de dança, Juan Pablo enfrentou dúvidas até da namorada, Juliana (também bailarina), que um dia resolveu perguntá-lo se ele era "bem resolvido". Juan disse que riu e respondeu com firmeza que era "bem resolvido até demais". Para Juliana, que antes chegou a duvidar do namorado, o medo agora é outro: "o bailarino hétero pega muito mais meninas do que os caras que tem por aí". Para nós do PE na Ponta, uma coisa é certa: independente da sexualidade de cada um, a dança é uma arte incrível que merece ser admirada por todos, e praticada por quem quiser. E você, o que acha? Participe da nossa enquete! Balé é coisa só de menina?


Foto1: Masanori Asahara, bailarino, durante workshop da fotógrafa Lois Greenfield, 2009
Foto2: Vaslav Nijinski

8ª Mostra de Dança Contemporânea


Teve início nessa sexta-feira (4) e vai até o dia 20 a Mostra de Dança Contemporânea. Na sua oitava edição, a Mostra é promovida pelo Centro de Formação de Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo, equipamento cultural da Prefeitura do Recife. A mostra leva aos palcos dos teatros Apolo e Hermilo Borba Filho espetáculos locais e nacionais, tendo como destaques pernambucanos os espetáculos '5 Minutos para Blackout', 'Real/Duplo' e 'Be'. Já entre os nacionais, uma das apresentações mais esperadas é a da catarinense Marcela Reichelt, com a montagem 'Como Risco em Papel'. As apresentações acontecem sempre de quinta a domingo, e as entradas custam R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia).


Confira a programação completa:


Teatro Apolo

4 de Junho - Real/Duplo

5 de Junho - 5 Minutos para Blackout

6 de Junho - 5 Minutos para Blackout

10 de Junho - Real/Duplo

11 de Junho - Real/Duplo

13 de Junho - Brasis

17 de Junho - Em Caixa

18 de Junho - Em Caixa

20 de Junho - Magia Negra


Teatro Hermilo

5 de Junho - BE

6 de Junho - BE

12 de Junho - Jorge Kildery (solo interpretado pelo autor)

- O que tenho a oferecer (solo de Orunmillá) - 10 minutos

- Por toda minha vida (duo de Allan Delmiro e Érika Alves) - 10 minutos

- Fake (duo de Orunmillá e Jorge Kildery) - 15 minutos

13 de Junho - Jorge Kildery (solo)

- O que tenho a oferecer (solo de Orunmillá) - 10 minutos

- Fake (duo de Orunmillá e Jorge Kildery) - 15 minutos

19 de Junho - Como Risco em Papel

20 de Junho - Como Risco em Papel



Serviço

Horário: 20h nas quintas, sextas e sábados (Teatro Apolo e Hermilo); 19h aos domingos (Teatro Apolo); 20h aos domingos (Teatro Hermilo)

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Informações: 3355-3320
Foto: 5 Minutos Para Blackout/JC Online

DANÇA E TERAPIA


A dança vem ultrapassando as barreiras do exercício físico e da arte, e passa também a ser considerada uma terapia. Pessoas tímidas usam a dança como um artifício para se expressarem melhor, já outros  vêem a dança como uma distração para os problemas.
 A depressão, por exemplo, um problema que atinge muitas pessoas, pode ser tratado através de aulas de dança. A psicóloga, Adriana Tavares, diz que “ a dança pode ajudar e muito, a progressão dos tratamentos psicológicos, mas que não pode substituí-los, mas sim dar um bom suporte.”
Além de auxiliar nos problemas psicológicos, a dança trabalha a mente e o corpo, dando uma sensação de liberdade para quem pratica, facilitando o convívio social através da coletividade exercida na dança, melhorando a auto-estima  e contribui para a construção de valores como respeito e educação.
A universitária Ayla William, que prática dança desde criança, fala como o exercício traz melhorias para a sua vida. “Desde pequena aprendo com a dança a precisar do outro para acertar o passo, assim a convivência e a socialização com outras pessoas fica cada vez mais fácil.” Além disso a dança ajuda a Ayla enfrentar os problemas do dia a dia. “Depois de um dia estressante na faculdade, no trânsito, em casa, chegar ao fim do dia e ir para aula de dança, alivia todo o estresse do dia inteiro e você vai dormir bem, com a cabeça tranqüila, depois da sensação de liberdade e relaxamento que a dança traz.”  

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dança x Profissão



ENTREVISTA // Ludmila Pessoa
A gente que quer dançar precisa beber de várias fontes, como faz o escritor, o ator, etc.”

Ludmila Pessoa, 22, se considera bailarina há 4 anos mas dança desde dos 9 anos. Ela fala de suas aprendizagens com humildade, afirma que nem todo mundo que dança é bailarino e confirma que viver de dança é sim uma profissão tal qual qualquer outra.

PE NA PONTA - Qual foi seu primeiro contato com a dança?

LUDMILA PESSOA - Meu primeiro contato com a dança foi numa academia que fica perto da minha casa, eu tinha 9 anos, aproximadamente. À princípio, as aulas seriam de ballet, mas a professora propôs aulas de dança em geral e terminamos dançando “É o Tchan”. (risos) O curso acabou e ninguém sabia o que era frevo, maracatu, coco e muito menos ballet clássico. Anos depois, comecei a fazer ginástica rítmica mas depois mudei para a dança de salão e permaneci até os 13 anos. Passei um tempo parada e só aos 18 anos que decidi voltar a dançar e entrei num grupo de dança contemporânea.

PP - Há quanto tempo você vive de dança?
LP - Eu pensava em ser “alguém” na vida, estudava pra concurso e vestibular, mas sempre tinha a dança dentro de mim. Até que aos 19 anos, encontrei a Cia dos Homens e pronto! Desisti de tudo e disse que ia dançar. A culpada disso tudo se chama Cláudia São Bento. Ela me mostrou que dança realmente é coisa séria, que se estuda pra aprender, que exige dedicação, amor, disciplina. Mas viver de dança mesmo, eu considero desde que decidi ser bailarina. Em setembro completam 4 anos.
PP - O que é ser uma bailarina?
LP - Um bailarino precisa de conhecimento de várias coisas. Ele não pode se limitar a um tipo de dança. A gente que quer dançar precisa beber de várias fontes, como faz o escritor, o ator, etc. Assim a gente tem um domínio do que se decide fazer dentro da dança e ganha uma independência maior.
PP - Em que momento você se viu pronta para ensinar suas aprendizagens?
LP - Comecei a estudar muito. Fui atrás de livros, aulas... Fiz muitas aulas de contemporânea, frevo, teatro, circo e sempre ballet clássico. Ano passado, fui chamada para fazer parte de um projeto da prefeitura e dar aula de dança para crianças. Deixei bem claro que só ensinaria o que realmente aprendi e só passo aos meus alunos aquilo que está dentro da minha sabedoria e conhecimento. Mas também, ter a humildade e disposição de aprender sempre!
PP - Onde você dá aula? Como é a recepção dos seus alunos?
LP - Eu dou aula uma vez na semana, na Escola Magalhães Bastos, Várzea. Quando termina a aula todos me abraçam e dizem que não querem que acabe e que vai demorar muito para a próxima aula. São crianças pobres, carentes, que encontram nas aulas um mundo diferente e os fazem respirar um ar que leva prazer para eles. É de fato o que eles precisam!
PP - Qual a maior dificuldade que um bailarino profissional sofre com o mundo atual? Preconceito, reconhecimento, valorização...

LP - Acho que o que mais grita como dificuldade, para mim, é o preconceito. Tem muita gente que ainda pensa na coisa do “modelo social”, que para ser alguém você precisa ter algo e que para ser bailarino não precisa estudar e nem se ganha dinheiro. E sim, existe também o fator financeiro. É difícil você ficar rico dançando! Mas não é impossível.

PP - Tratar como uma profissão normal...

LP - Claro! Assim como é difícil você passar num concurso para juiz e ficar rico. Só que antes você precisa estudar, se formar e por aí vai. Acho que falta uma dedicação mesmo, ir atrás de aprender, não se acomodar, sempre querer mais! E tomar cuidado pra não classificar todo mundo que diz que dança como bailarino.

PP - E a questão financeira?

LP - A parte financeira da coisa... Eu, por exemplo, não recebo da prefeitura há alguns meses. Isso me desestimula sim. Mas é um começo pra mim, sabe? Preciso viver mais, aprender e ganhar experiência, criar e ensinar mais, pra ganhar mais!

PP - Existe uma vontade de expandir seus horizontes na dança?
LP - Eu pretendo sempre expandir meus horizontes. Não quero estacionar. Vou atrás da dança do mundo, pelo mundo da dança! 
PP - Como você ver seu futuro profissional?               

LP - Como eu vejo meu futuro profissional? Dançando! Eu sonho em ter reconhecimento, credibilidade e ser muito bailarina pra provar que se pode ser. Pra isso eu vou precisar mostrar e pra mostrar eu vou precisar conhecer muito do que faço. Então eu vou dar o meu melhor pra que, se for do jeito que eu vejo, meu futuro seja de realizações. Porque decidi que essa vai ser minha profissão e nem penso em mudar de ideia. Não sei e nem quero fazer outra coisa!
PP - E para terminar: Viver de arte é uma ilusão ou realmente é uma possibilidade? 

LP -
Viver de arte é uma possibilidade!

domingo, 30 de maio de 2010

Miscigenação entre o Clássico e o Contemporâneo no Santa Isabel.


“Com a alma repleta de sonoridade e brasilidade, encontro uma dança que ferve, brinca e transborda fronteiras.” (Dany Bittencourt)

Em 33 anos de história, a Cia. de Dança paulistana, Cisne Negro, trouxe aos palcos do Teatro Santa Isabel, na noite da última sexta-feira (28) e sábado (29), a tradição e originalidade de sua companhia, com os espetáculos Revoada, Forrolins e Trama. Os trabalhos são fruto de um grupo que visa à construção inovadora da dança, de um público que aprecie a contemporaneidade, e que têm como principal característica: a dança energética, viril, de grande qualidade técnica e artística.

As coreografias vão do clássico ao conteporâneo. Em seu primeiro ato, o voejo do abismo dos cisnes negros foi um contraste de luz e morte. A revoada, autoria do francês Gigi Caciuleanu, retrata o sentido da terra negra, e o fim do fogo desta, a escuridão das cinzas. Partindo da sonoridade de Stravinsky para as composições de André Mehmari, a segunda apresentação, Forrolins, de Dany Bittencourt, insere a brasilidade na música clássica. O repertório, escrito pela revelação atual da música brasileira, constrói, em conjunto aos movimentos, as variações do balé ao forró.

Diante de uma mescla de tempos e números de coreografia, desenhos desconcertantes e ágeis, os bailarinos formam conexão perfeita entre a dança e planos estéticos. São dados os 10 minutos de intervalo, e mal é esperada a hora para que se inicie sua última obra apresentada no Recife, Trama, trabalho mais famoso da companhia. As críticas não poderiam estar erradas, a beleza da coreografia, a partir de seus figurinos, cenário, música e, claro, dança, transparece a riqueza da cultura brasileira, e o “jeitinho” do seu povo.

Festas populares, brincadeiras, folguedos, raça, e personagens contíguos em um só cenário. Coreografia criada por meio de observações deste Brasil revela a simplicidade de uma cultura repleta de alegria e espiritualidade.

O espetáculo teve, também, a participação do Balé Popular do Recife, que apresentou, entre os intervalos das aparições do Cisne Negro, suas séries Guerreiro e Sequência de Frevo. Animando o público, e repercutindo na participação deste com palmas e cantorias. A união entre os grupos têm o objetivo de destinar as rendas obtidas, dos dois dias em cartaz, para a reestruturação da companhia pernambucana, que teve sua sede incendiada em fevereiro de 2009. Além do intercâmbio cultural e artístico entre bailarinos e coreógrafos.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Programe-se

O Grupo Peleja vai apresentar Guarda Sonhos, dança realizada a partir de uma pesquisa sobre frevo e cavalo marinho, nos dias 27 a 29 de maio, sempre às 20h, no Espaço Muda. Guarda Sonhos foi premiado pela Funarte, no Programa de Bolsas de Estímulo à Criação Artística e é uma aprentação solo da bailarina Tainá Barreto. Os ingressos custam R$12,00 e o Espaço Muda fica na Rua do Lima, 280.



Serviços:

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CLÁUDIO LACERDA LANÇA LIVRO


Hoje (20), às 19h, o bailarino e coreógrafo Claudio Lacerda, lança seu livro "Representações da masculinidade na dança e no esporte: um olhar sobre Nijinsky e Jeux", na livraria Saraiva.

O carioca, que vive desde sua infância no Recife, aborda em sua obra os trabalhos de Nijinsky e o papel masculino na dança e no esporte.




Promoção - Durante os meses de maio e junho, produtos de artistas pernambucanos, livros, dvd's, cd's e cartões postais sonoros, serão sorteados pelo portal Nação Cultural. Nesta sexta-feira (21) serão sorteados três módulos: música, dança e fotografia. Representações da masculinidade na dança e no esporte: um olhar de Nijinsky e Jeux faz parte do segundo módulo.
Não fique fora dessa, participe!

Acesse:
www.nacaocultural.com.br/portal-nacao-cultural-lanca-promocao-na-web
www.fundarpe.pe.gov.br

quarta-feira, 19 de maio de 2010

AGENDA DA SEMANA


ESPETÁCULOS

- Corpo-massa: Pele e ossos
A Cia.Etc inicia as atividades do Projeto 10 anos com o espetáculo que retrata um cenário em constatante mudança, compreendendo o movimento a partir dos ossos e sua plasticidade.

Centro Cultural dos Correios, de 19 a 23 de maio
12h às 14h.
Entrada Gratuita

- Leve
O transporte para uma dança de sensações, sentimentos e questionamentos do homem diante da morte, de Maria Agrelli e Renata Muniz.

Festival Palco Griratório
Teatro Marco Camarotti, 23 de maio
às 19h
Entrada: R$ 5,00 (estudante) R$ 10,00 (inteira)


OFICINAS E CURSOS

Dança Contemporânea

- Atos Escola de Dança
Exercícios de consciência corporal, alongamento e resistência muscular.
Ministrante: Renata Muniz (bailarina e coreógrafa)
Qua e Sex - 18h às 19h30

Dança de Salão

- Além do Passo
Ritmos Cubanos: Salsa e Merengue Qua- 19h
Zouk: Ter - 18h / Qua - 20h
Samba de Gafieira : Ter - 20h20
Forró Pé de Serra: Sex - 19h30

- Studio de Dança
Ministrante: Rogério Alves
Turmas Para casais
Seg - 20h às 22h / Qui - 19h às 21h
Turmas Individuais
Seg e Qua - 19 às 21h

-Ritmu's Studio
Seg e Qua - 19h às 20h30
Sáb - 19h às 21h

- Espaço Cultural Inácia Raposo Meira
Ministrante: Jailson Carlos
Sáb 8h às 9h30

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rompendo barreiras

A dança da alma, da mente, da saúde. Três gerações e uma vitalidade sem igual.

Programe-se

O Ballet Imperial da Rússia traz ao Recife os novos espetáculos de dança Don Quixote e Romeu e Julieta. Com 16 anos de vida, o grupo de 36 bailarinos, tem a direção de Gediminas Taranda, ex-bailarina do conceituado Ballet Bolshoi, entre 1980 e 1993.
A turnê será apresentada nos dias 29 e 30 de maio, no Teatro da UFPE. Os ingressos variam entre R$40 e R$100, estão à venda na bilheteria do teatro, na Livraria Saraiva (Shopping Recife) ou pelo site: WWW.ingressorapido.com.br 

Mente Sã, Corpo São.

Quem dança os males espanta.  Esse fato foi constatado não apenas por bailarinos, mas por médicos. Em primeiro lugar está a sensação que todos já conheceram em uma roda de samba, em uma boate ou até mesmo no chuveiro. Quando se entrega o corpo à música, os problemas se desvanecem. Em segundo, a atividade trabalha todas partes do corpo e possui uma vasta lista de benefícios. Os dois juntos misturam prazer à saúde e, enfim, mente e corpo saudáveis.
- Tonificação muscular e perda e peso: Os passos ritmados insurgem em várias partes do corpo, várias vezes em poucos minutos. Assim, o exercício ajuda na eliminação de gorduras extras. Sendo assim, quanto a quantidade de calorias gasta assemelhasse a uma aula de ciclismo ou natação.  
- Aumento da flexibilidade: A dança pede ao bailarino que estique e contraia os músculos do seu corpo. Fazendo isso, o tempo e a qualidade que a pessoa será capaz de dispor à dançar é totalmente proporcional à sua flexibilidade.
- Aumento da Força: Devido a todas as peripécias que são exigidas do dançarino, ele acaba adquirindo músculos mais fortes e desenvolvidos.
- Aumento da Resistência: A dança é um dos esportes que mais fazem bem e põem o coração para trabalhar. A capacidade, então, de ficar mais tempo no palco ou num estúdio de dança aumenta em passos largos.
Quando se dança, existe um processo de combinação de passos, de horas suadas, erros e acertos. Para enfim, haver um grande final. Os dançarinos, assim, aprendem a trabalhar o passo a passo para serem gratificados no final e aplaudirem a si mesmos. Com tudo isso, aumentam a autoconfiança e a auto-estima. Além é claro de um bem estar generalizado, o combate a mal postura; a melhoria da respiração, disciplina, coordenação motora, concentração e melhora. Acima de todos os pontos, há a interação social que o exercício promove. Sendo ele um esporte coletivo, onde os passos são, muitas vezes, conjugados, ao olhar para o próximo e tentar entender a tarefa e, enfim, uma oportunidade para conhecer pessoas interessantes. Não há como olhar para o espelho, aplaudir-se e não sentir-se bem ao final da aula. Quem dança é, de fato, mais feliz.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Primeiro passo

Dança

Do dicionário:
1.dança
s.f.
1.1 Arte de dançar
1.2 Passos cadenciados, geralmente ao som e compasso de música
1.3 Baile
1.4 O que se dança
1.5 Fig Movimento incessante
1.6 Idas e vindas
1.7 Negócio difícil ou arriscado

Aqui vamos falar sobre a dança e seus vários tipos de influência em nossas vidas. Como diria Xico Sá, no começo do vídeo do grande Sidney Magal, nós só acreditamos nos deuses que dançam. Bem vindos, coloquem suas sapatilhas, havaianas, tênis ou o que acharem mais confortável, e preparem-se para bailar!